A tarde de debates, contou também com a participação de historiadores e pesquisadores locais, como a professora aposentada da UFMA e UEMA, a historiadora Maria de Lourdes Lacroix, o professor e historiador Euges Lima e o pesquisador José Almeida de Icatu. O evento foi aberto ao público interessado, professores e estudantes.
Jerônimo de Albuquerque Maranhão
Sua primeira atuação destacada ocorreu quando, à frente de uma companhia que lhe foi entregue pelo Capitão-mor de Pernambuco, Manuel Mascarenhas Homem, empreendeu a reconquista da Capitania do Rio Grande (atual estado brasileiro do Rio Grande do Norte) - que fora invadida pelos franceses - onde ele viria a fundar a cidade de Natal (1599). Por conta desse feito, foi-lhe atribuído o título de fidalgo.
Em 17 de junho de 1614, foi nomeado "capitão da conquista do Maranhão", região que então se achava sob o domínio dos franceses, que nela haviam erigido o forte São Luís e instalado uma colônia - a França Equinocial.
Em reconhecimento aos seus relevantes serviços, Jerônimo de Albuquerque foi nomeado capitão-mor da Capitania do Maranhão, cargo que exerceu por dois anos (1616 a 1618), até sua morte, sendo sucedido por seu filho, Antônio de Albuquerque Maranhão.
Onde morreu Jerônimo ?
“A dúvida persistiu até a descoberta de uma antiga pedra tumular, medindo cerca de 1,24 x 0,69m, localizada no piso da Capela do Engenho, ao pé do retábulo. Bastante desgastada pelo tempo, a pedra contem uma inscrição, quase apagada, mas onde ainda é possível ler: QUIJA O DADO JNIMODE ALBUQ.MARANHÃO (Aqui jaz o fundador, Jerônimo de Albuquerque Maranhão),” ressaltou o conferencista.
Atualmente, Jerônimo Albuquerque Maranhão é nome de diversas ruas e avenidas em cidades brasileiras, inclusive em São Luís, nomeando uma das principais da cidade.
Via blog do IHGM