terça-feira, 20 de outubro de 2026

Grupo Amigos Solidários de Araioses, comemora 4 anos de existência com grande festa para as crianças do bairro Nova Conceição em Araioses.

 

Grupo Amigos Solidários de Araioses, comemora 4 anos de existência com grande festa para as crianças do bairro Nova Conceição!

 







O Grupo Amigos Solidários de Araioses comemorou seus quatro anos de existência com uma grande festa para as crianças do bairro Nova Conceição. Durante a programação, foram entregues brinquedos, proporcionando momentos de alegria e diversão para as crianças da comunidade.



A ação contou com o apoio de diversos parceiros, mobilizados por Marcos Coutinho, fundador do Instituto Amigos Solidários de Santa Quitéria, juntamente com Prof. Carlos Vagno, presidente do grupo amigos solidários de Araioses uniram forças para contribuir com a realização do evento. Segundo o professor Carlos Vagno, a iniciativa também foi uma forma de agradecer às famílias pela confiança e pelo apoio recebidos.

O grupo agradeceu a todos os parceiros e doadores que contribuíram para a festa, especialmente aos integrantes do grupo amigos solidários, vereador Denys de Miranda, vereador Nataniel da pesca, dr. Igor dono da clínica e laboratórios de saúde ideal Farma, Frank dono da med móveis, Baruk dono da mil e uma utilidade Parnaíba, Patrick da climatech, Rafaela Saraiva, clínica popular, Ana Rita, meu lar utilidades, nacional gás, pit stop revendedora de água mineral, comercial Santos, comercial JJ, polo construções, laboratório vida e saúde e Marcos Coutinho que realizam doações mensais para fortalecer o projeto. Ao completar quatro anos, o Grupo Amigos Solidários reafirma seu compromisso com a solidariedade e com a realização de ações que fazem a diferença na vida das famílias de Araioses.






 


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Flávio é investigado em 2º inquérito no STF para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro

 



Senador e candidato à Presidência já era investigado por pedido de recursos a Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse


A Polícia Federal enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um novo inquérito contra o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo sua relação com o advogado Willer Tomaz.

O inquérito chegou ao STF há pelo menos uma semana e foi distribuído por meio de sorteio. O relator sorteado foi o ministro Alexandre de Moraes.

Procurada, a defesa de Flávio ainda não se manifestou. A defesa de Willer Tomaz disse que “causa estranheza o vazamento, num domingo e a poucas horas do debate entre os candidatos à Presidência, de um suposto inquérito até então desconhecido”.

“Trata-se do uso indevido do aparato policial com o claro propósito de requentar acusações infundadas e interferir no resultado das urnas”, disse a equipe do advogado (leia a íntegra da nota mais abaixo).




A 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve por unanimidade a condenação de uma academia ao pagamento de R$ 2 mil de indenização por danos morais a um cliente que cortou o dedo em um equipamento de musculação.




 A 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve por unanimidade a condenação de uma academia ao pagamento de R$ 2 mil de indenização por danos morais a um cliente que cortou o dedo em um equipamento de musculação.

O autor da ação relatou que sofreu o corte ao tocar na extremidade metálica de um suporte de anilhas — organizador para guardar e ordenar os pesos — que não tinha proteção. Segundo ele, o atendimento recebido depois do acidente também foi deficiente.

A academia recorreu da sentença e sustentou que era necessária uma perícia técnica para avaliar o risco do equipamento, além de alegar que a culpa foi exclusivamente do cliente. Subsidiariamente, pediu a redução do valor.

Para o colegiado, as fotografias juntadas por ambas as partes mostram a ponta metálica sem proteção, o que dispensa a perícia.

A academia não comprovou que o equipamento seguia o padrão do fabricante. Também não apresentou imagens do acidente, nem provou que o cliente agiu com culpa exclusiva.

A decisão aplicou o Código de Defesa do Consumidor, segundo o qual o fornecedor responde pelos danos causados por defeitos no serviço, independentemente de culpa.

“A lesão física, acompanhada de sangramento e associada à deficiência da assistência prestada, ultrapassa os meros dissabores cotidianos e configura dano moral indenizável por violação ao direito da personalidade“, concluiu o juiz Daniel Felipe Machado, relator do caso.

Quanto ao valor, o colegiado considerou que os R$ 2 mil são adequados e proporcionais, pois a lesão teve extensão limitada e não há prova de sequelas ou de tratamento médico prolongado. Com informações da assessoria de imprensa do TJ-DF.

Clique aqui para ler o acórdão
Processo 0730287-74.2026.8.07.0016

Fonte: Conjur

Retratação da vítima destoante das provas não afasta estupro de vulnerável

 



Em crimes sexuais, a posterior retratação da vítima não deve levar à absolvição do réu quando a declaração estiver dissociada das demais provas dos autos.

Com esse entendimento, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial para condenar um homem pelo estupro de vulnerável da neta de sua companheira.

O julgamento foi por maioria de votos. O réu foi absolvido em segunda instância porque a vítima fez uma retratação que gerou dúvidas razoáveis

Relator, o ministro Sebastião Reis Júnior votou por não conhecer do recurso especial porque rever as conclusões do acórdão de absolvição implicaria em analisar fatos e provas. Ele ficou vencido com Antonio Saldanha Palheiro.

Retratação frágil

Abriu a divergência vencedora o ministro Rogério Schietti, acompanhado pelos ministros Og Fernandes e Carlos Brandão. Eles votaram por reinstituir a condenação que fora dada em primeira instância.

Eles entenderam que seria possível resolver o caso sem reexaminar fatos e provas, mas sim a qualidade das inferências que foram elaboradas a partir delas.

O voto vencedor concluiu que a retração foi frágil, tomada sob motivação e circunstâncias desconhecidas, não submetida ao crivo do contraditório e completamente dissociada das demais provas dos autos.

Isso porque há laudo pericial que atesta prática de relação sexual com a menor de 14 anos, seu relato inicial foi rico em detalhes e há testemunho de outros parentes indicando mudanças comportamentais compatíveis com o quadro de abuso.

“Nesse contexto, é compreensível a retratação da vítima como parte do ciclo da violência, notadamente porque está dissociada das demais provas dos autos”, disse Schietti, ao votar pela condenação.

AREsp 2.771.722


Fonte: Conjur

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Alexandre pede a presidente do STF que André Mendonça seja investigado

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou ao presidente da corte, ministro Edson Fachin, documentos da Polícia Federal que, para ele, apontam “fortes indícios” de irregularidades na atuação do ministro André Mendonça à frente de investigações. Alexandre pede que o colega seja investigado.

Alexandre de Moraes ministro Supremo Tribunal Federal STFRosinei Coutinho/STF
Alexandre aponta interferência de Mendonça nas investigações da Polícia Federal

Na decisão desta quinta-feira (3/9), Alexandre afirma que os fatos relatados pela PF podem, em tese, configurar improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Diante disso, ele enviou a documentação a Fachin “para as providências que entender necessárias”. E também determinou o levantamento do sigilo do material e a ciência à Procuradoria-Geral da República.




O pedido ao presidente do Supremo se baseia no entendimento de Alexandre de que, diante de indícios da prática de crime por um integrante da corte, a investigação deve ser submetida ao órgão competente. Ele cita o artigo 102 da Constituição — segundo o qual cabe ao próprio STF processar e julgar seus ministros por infrações penais comuns — a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e o Regimento Interno da corte.


Relatórios da PF

O pedido foi feito no âmbito do Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News. Alexandre já havia determinado, na terça-feira (1º/9), que a direção da Polícia Federal remetesse imediatamente ao STF relatórios de inteligência que mencionassem integrantes da corte.


A ordem foi dada após a publicação de informações sobre a existência de documentos da PF que tratavam de atos voltados a direcionar a produção de provas para imputar crimes a ministros do Supremo. Em resposta, a corporação encaminhou relatórios que mencionavam os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques, além do próprio Alexandre.

Ao analisar o material, Alexandre agrupou em três eixos as condutas atribuídas a Mendonça: interferência na condução das investigações policiais; participação irregular em tratativas de colaboração premiada; e direcionamento de investigações contra determinados alvos, entre eles o próprio Alexandre e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Interferência na investigação

No primeiro ponto, Alexandre reproduz avaliações da PF segundo as quais Mendonça ultrapassou os limites da supervisão judicial e avançou sobre atribuições próprias dos investigadores nas Petições 15.041 e 15.556.

Os relatórios sustentam que determinadas medidas permitiriam ao relator ter acesso direto ao acervo probatório bruto antes da análise da equipe policial. Para Alexandre, os procedimentos descritos poderiam comprometer a cadeia de custódia das provas e a imparcialidade na condução dos casos.

Alexandre também cita relatos de questionamentos sobre decisões dos delegados responsáveis pelas investigações, inclusive quanto à escolha de alvos de medidas cautelares e à definição das providências que deveriam ser requeridas ao STF.

Colaboração premiada

Outro fundamento da decisão diz respeito às negociações para acordos de colaboração premiada. Alexandre lembra que a Lei das Organizações Criminosas proíbe a participação do juiz nas negociações entre as partes para a formalização dos acordos.

Segundo os relatórios, Mendonça perguntou em reuniões sobre o estágio e o conteúdo das tratativas e relatou contatos com advogados de possíveis colaboradores.

A PF também registrou um episódio sobre uma possível colaboração de Maurício Camisotti. De acordo com o documento reproduzido por Alexandre, diante de um impasse sobre os benefícios que poderiam ser oferecidos, Mendonça mencionou a possibilidade de aplicação de vantagens não previstas em lei.

Direcionamento contra Alexandre

O terceiro eixo — e um dos principais fundamentos da decisão — trata da suspeita de direcionamento de investigações contra o próprio Alexandre de Moraes e contra Davi Alcolumbre.

Em relação ao magistrado, o relatório afirma que Mendonça demonstrou interesse na abertura de uma investigação formal e solicitou mais de uma vez que a equipe policial apresentasse alguma provocação que permitisse avançar nesse sentido. A decisão sustenta, porém, que nem a PF, nem a PGR encontraram fato que pudesse configurar infração penal praticada pelo ministro.

Alexandre também questiona uma diligência determinada por Mendonça para obtenção da íntegra de mensagens e interações envolvendo pessoas identificadas em material apreendido. Segundo a decisão, a medida ultrapassa uma simples identificação de autoridades com foro e configura ato de investigação dirigido a pessoas determinadas, inclusive integrantes do STF.

O ministro reproduz ainda trechos de relatório da PF sobre a intenção de atingir o presidente do Senado. O documento menciona uma hipótese segundo a qual Alcolumbre poderia ser considerado um “alvo estratégico” devido à sua influência política e ao seu poder sobre a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Cinco dias úteis para esclarecimentos

Em outra decisão desta quinta, Edson Fachin determinou que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações sobre circunstâncias relacionadas à Petição 16.662.

Os esclarecimentos deverão ser apresentados por escrito no prazo de cinco dias úteis. Entre os pontos levantados por Fachin estão o cumprimento, pela Polícia Federal, das regras aplicáveis à investigação de autoridades com foro no STF; o possível uso de credenciais institucionais para acesso a documento particular; e a eventual revelação de informações protegidas por sigilo judicial a uma pessoa investigada.

O despacho foi proferido em um novo procedimento, a Petição 16.704, aberto de ofício pela Presidência do Supremo.

Clique aqui para ler a decisão de Alexandre de Moraes
Inq 4.781


Fonte: Revista Conjur

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Deputado federal Hildo Rocha assegura R$ 19 milhões para reforça água em Tutóia.

 



R$ 19 milhões garantem universalização do abastecimento de água em Tutóia

Investimento assegurado pelo deputado federal Hildo Rocha vai beneficiar 100% das habitações da cidade, incluindo os bairros Bom Gosto, Paxicá, Comum e região Central

Um avanço histórico para o saneamento básico de Tutóia. O deputado federal Hildo Rocha (MDB) anunciou a viabilização de R$ 19 milhões para universalizar o serviço de abastecimento de água no município, garantindo que toda a população tenha acesso à água potável fornecida pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA).

Com os recursos já assegurados, o investimento permitirá que 100% das habitações de Tutóia sejam contempladas com o serviço regular de água tratada. A obra beneficiará diretamente os bairros Bom Gosto, Paxicá, Comum e toda a região do Centro, áreas que receberão melhorias na infraestrutura de distribuição.

Próximos passos

O processo encontra-se atualmente na fase de licitação, etapa fundamental e obrigatória para a contratação da execução das obras. Uma vez concluído esse procedimento administrativo, os trabalhos poderão ter início imediato, marcando o começo da transformação no sistema de abastecimento do município.

Direito fundamental

A universalização do acesso à água tratada representa mais do que uma obra de infraestrutura, é a garantia de um direito básico à saúde e à qualidade de vida para todos os tutoienses. A medida faz parte de um pacote maior de R$ 76 milhões anunciados por Hildo Rocha para fortalecer o sistema da CAEMA em diversas regiões do Maranhão.

A conquista reforça a importância da articulação política em prol do desenvolvimento social, demonstrando que investimentos em saneamento básico são essenciais para promover dignidade e bem-estar às famílias maranhenses.



segunda-feira, 20 de julho de 2026

Circuito Raízes, Rios e Tradições revela a alma de Tutóia (MA)

 

Moradores da comunidade quilombola de Itaperinha, com Dona Bárbara à frente, mantêm vivas as tradições que fazem parte do Circuito Raízes, Rios e Tradições.


Lançado durante o São João de Oportunidades, o roteiro foi estruturado pela Secretaria de Turismo de Tutóia com apoio do Sebrae Maranhão para fortalecer o turismo de base comunitária.


Aos 98 anos, Dona Bárbara ainda é presença marcante em Itaperinha. Moradora mais velha da comunidade quilombola, ela guarda lembranças de um território onde a cultura nunca deixou de ser vivida e compartilhada.

Quando os visitantes chegam à Casa Curumim, ela aparece para receber o grupo. Caminha devagar pelo quintal, abre um sorriso largo e acolhe cada pessoa com a familiaridade de quem transforma visita em encontro.

Antes mesmo da música começar, vem o convite: "Vou buscar uma saia. Hoje vocês vão dançar com a gente”. Poucos minutos depois, o som das caixas toma conta do terreiro. Os cantadores puxam os primeiros versos da Dança do Caroço e a roda se forma naturalmente.

Não existe uma linha que separa quem mora na comunidade de quem veio conhecer o lugar. Aos poucos, todos acompanham o ritmo, repetem os passos e deixam a curiosidade dar lugar ao encantamento.

Antes da dança terminar, o aroma do bolo de puba preparado no forno a lenha já anuncia outra tradição da comunidade. A cena acontece em Itaperinha, comunidade quilombola de Tutóia que guarda parte importante da história do município e onde a cultura continua sendo vivida todos os dias. É ali que termina o Circuito Raízes, Rios e Tradições.

O roteiro foi estruturado para que agricultores familiares, empreendedores, artesãos, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais passassem a integrar uma experiência turística organizada, ampliando as possibilidades de geração de renda sem abrir mão da identidade cultural.

Nesse processo, o Sebrae Maranhão participou da construção do circuito por meio do programa Cidade Empreendedora, com consultorias especializadas em turismo, e do programa Agente de Roteiros Turísticos, responsável pelo mapeamento do percurso e pela qualificação dos empreendedores envolvidos.

"O nosso objetivo é fortalecer os empreendedores locais e valorizar aquilo que o território já tem de mais importante: sua cultura, sua história e seus atrativos naturais. A partir das capacitações e do acompanhamento técnico, os moradores passam a enxergar novas oportunidades de geração de renda dentro da própria comunidade", explica Ramon Ferreira, analista da Unidade Regional dos Lençóis-Delta.

O circuito também é resultado do trabalho conduzido pela Secretaria Municipal de Turismo, que articulou a criação do roteiro a partir dos atrativos naturais, históricos e culturais existentes no município.

"Esse roteiro nasceu de uma vivência que eu já tinha com a zona rural de Tutóia. Durante muitos anos, conheci esses lugares, seus rios, suas comunidades e a forma de viver das famílias. Percebemos que existia aqui um grande potencial turístico, principalmente pela busca dos visitantes por experiências autênticas, como conhecer a produção local, provar os alimentos da terra e vivenciar a cultura do município", conta Paterson Araújo, secretário municipal de Turismo de Tutóia.

A acolhida em Itaperinha é o ponto alto da experiência. Mas ela começa muito antes, em um percurso que revela, pouco a pouco, as diferentes camadas da identidade tutoiense.

O percurso que revela a velha Tutóia

A primeira parada leva os visitantes a Tutóia Velha, antiga sede do município. No alto da comunidade, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição atravessa quase três séculos como testemunha da formação da cidade. Construída durante as missões jesuíticas, ela preserva parte da memória do povoamento da região e marca o início de um percurso que convida o visitante a conhecer as diferentes identidades que formam Tutóia.

Da história preservada nas paredes da igreja, o caminho segue para outra forma de patrimônio: as pessoas. No Sítio Taboquinha, o senhor Chagas espera os visitantes acompanhado da esposa e seis filhos.

Enquanto caminha entre as plantações, ele apresenta cada cultivo com orgulho. Mostra os pés de maracujá, as melancias, a mandioca, o caju e outras culturas cultivadas na propriedade. Pelo caminho, também explica o funcionamento do meliponário e compartilha um pouco da rotina de trabalho que sustenta a família.

Quando todos se acomodam, a mesa já está posta. Frutas colhidas na propriedade, mel produzido ali mesmo e alimentos preparados pela família compõem um lanche simples, mas cheio de significado. Tudo o que chega à mesa nasce do trabalho desenvolvido no sítio.

Ao abrir a propriedade para o turismo, a família encontrou uma nova possibilidade de renda sem precisar mudar sua essência.

"A gente está se preparando para receber bem os visitantes, mostrando o que a gente produz aqui, oferecendo nossas frutas, o mel, compartilhando um pouco da nossa rotina e, ao mesmo tempo, conseguindo uma renda a mais para ajudar a família. É uma oportunidade muito boa para nós que apareceu com o apoio do Sebrae e da Secretaria de Turismo", afirma Chagas.

O caminho também faz parte da experiência

Antes de seguir para Itaperinha, o grupo faz uma parada na Fazenda Líder. O almoço reúne sabores tradicionais da culinária nordestina, com pratos preparados a partir de ingredientes da região, enquanto o ambiente às margens do rio oferece um momento de descanso e contemplação da natureza. A pausa reforça uma das propostas do circuito: fazer com que o visitante vivencie o território sem pressa, valorizando também os empreendimentos locais que passam a integrar a rota.

Entre uma comunidade e outra, o roteiro revela um Cerrado de paisagens abertas, árvores de troncos retorcidos e rios de águas transparentes.

As paradas para banho convidam os visitantes a diminuir o ritmo da viagem. O silêncio é interrompido apenas pelo som da água corrente e das conversas que seguem sem pressa. É nesse cenário que o visitante compreende por que a região é conhecida como um dos berços das águas brasileiras.

Ao chegar na comunidade quilombola de Itaperinha, a Casa Curumim recebe os visitantes como um lugar de encontro e de memória. Fotografias, objetos antigos, utensílios e registros ajudam a contar a história da comunidade, preservando lembranças que atravessam gerações e mantêm vivas as raízes quilombolas do território.

Para Douglas Barbosa, um dos coordenadores da casa, cada visita representa uma oportunidade de compartilhar essa herança cultural.

"Aqui é um espaço de importância para a comunidade, um espaço que visa preservar as lembranças, as memórias e a cultura do lugar. O que a gente faz aqui tem um pouco da dança, um pouco da ancestralidade. Tudo isso, no mesmo lugar, oferece ao visitante um pouco do que ele veio buscar".

É desse espaço que os visitantes seguem para a apresentação da Dança do Caroço. Com simpatia, os moradores convidam todos a participar da roda. Não demora para que crianças, jovens, idosos e turistas compartilhem o mesmo compasso. A apresentação deixa de ser espetáculo e se transforma em convivência.

Enquanto a música continua, o bolo de puba servido ainda quente, preparado no forno a lenha, circula entre os visitantes como mais um gesto de acolhimento.

Turismo que gera oportunidades

As histórias de seu Chagas, de Dona Bárbara e de tantas outras famílias são a essência do Circuito Raízes, Rios e Tradições.

Quem segue o roteiro leva na lembrança a imponência da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o banho nos rios, a mesa preparada pela família de seu Chagas e a acolhida da comunidade de Itaperinha. Mas há uma lembrança que costuma permanecer por mais tempo. É o jeito como as pessoas recebem quem chega.

Hoje, essas histórias também movimentam a economia local. E mostram que preservar a cultura pode ser, ao mesmo tempo, um caminho para gerar trabalho, renda e desenvolvimento.

"O Sebrae trabalha para que esses empreendedores estejam preparados para transformar suas experiências em oportunidades de negócio, sem perder a autenticidade que torna cada lugar especial. A gente oferece orientação, capacitações e consultorias para quem deseja empreender ou fortalecer seu negócio. Nosso convite é para que as pessoas procurem o Sebrae, porque sempre há um caminho para desenvolver uma ideia e transformar em resultados", conclui Ramon Ferreira.

 

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Tutóia Velha, marca o início do Circuito Raízes, Rios e Tradições e preserva parte da história do município.  


O meliponário do Sítio Taboquinha apresenta aos visitantes a criação de abelhas sem ferrão e a produção artesanal de mel. 


A Árvore Bailarina é um dos cenários do Cerrado maranhense que integram o Circuito Raízes, Rios e Tradições.  




Visitantes e moradores compartilham a roda da Dança do Caroço, uma das experiências culturais do Circuito Raízes, Rios e Tradições