quarta-feira, 17 de junho de 2026

Colapso climático exige respostas do Judiciário, afirmam especialistas no STF

 Seminário abordou responsabilização judicial por danos ambientais e impacto sobre mudanças do clima sobre povos indígenas e comunidades tradicionais



Responsabilização por crimes ambientais, reparação às vítimas de eventos extremos e valorização dos conhecimentos tradicionais estiveram no centro dos debates realizados nesta terça-feira (16), no Supremo Tribunal Federal (STF), durante o seminário “Justiça Climática: princípios, desafios e perspectivas para a atuação do Poder Judiciário”.

Ao abrir o evento, o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou que a justiça climática é uma questão de direitos humanos, porque trata da proteção das populações mais vulneráveis. Segundo ele, cabe também ao Judiciário enfrentar as desigualdades agravadas pelas mudanças do clima.

“O enfrentamento da crise climática não é mais um compromisso político programático, mas um dever jurídico inscrito nos sistemas nacional e internacional de direitos humanos, sem o qual direitos como a vida, a saúde, a alimentação e a moradia tornam-se inviáveis”, disse o ministro. “Aqueles que menos contribuíram para a crise frequentemente suportam seus impactos mais severos: povos indígenas, comunidades tradicionais, populações vulneráveis e países em desenvolvimento.”

Dia Mundial do Meio Ambiente

Também participaram da abertura o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, a secretária de Relações com a Sociedade do STF, Leila Mascarenhas, a juíza-ouvidora do STF, Flávia Viana, e o juiz federal e conselheiro do CNJ Ilan Presser.

O evento, dividido em dois painéis, integra a programação dos “Diálogos com a Sociedade: Justiça Climática e Sustentabilidade”, promovida pela Corte em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho.

Litigância climática

O primeiro painel, intitulado “Fundamentos da justiça climática, governança ambiental, recursos hídricos e impactos das mudanças climáticas sobre os biomas brasileiros”, abordou as evidências científicas das mudanças climáticas, o papel humano nesse processo e seus efeitos sobre o território nacional.

Participaram das discussões Carlos Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP); Fernando Reverendo, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) e doutor em direito ambiental; Danielle Moreira, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); e Patrícia Lemos, professora da USP.

Os participantes destacaram que a degradação ambiental decorre de escolhas humanas e, em muitos casos, de condutas ilícitas que exigem responsabilização. Também discutiram os instrumentos jurídicos disponíveis e os desafios da litigância climática brasileira para prevenir danos, punir criminosos e garantir reparação às populações mais afetadas. “Sem justiça ambiental não há justiça”, resumiu a professora Patrícia Lemos.

Conhecimento tradicional

O segundo painel, “Proteção territorial, povos indígenas e comunidades tradicionais, justiça socioambiental e efetividade das decisões judiciais”, discutiu os impactos desproporcionais da crise climática sobre povos indígenas e comunidades tradicionais.

A discussão foi conduzida por José Benatti, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA); Germana Moraes, desembargadora do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC); Carlos Marés, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR); e Raquel Tupinambá, cacica e pesquisadora.

Os participantes defenderam que a proteção ambiental exige não apenas decisões judiciais eficazes, mas também uma mudança de perspectiva nos tribunais brasileiros sobre a relação entre sociedade e natureza. O debate destacou a contribuição dos conhecimentos indígenas e tradicionais para modelos mais sustentáveis de ocupação do território e para a construção de soluções capazes de conciliar conservação ambiental, desenvolvimento e justiça social.

“Nós entendemos que somos parte da natureza, parte da floresta. No direito, a proteção humana e ambiental deve ser transversal”, disse Raquel Tupinambá.

Programação

Na programação do “Diálogos com a Sociedade: Justiça Climática e Sustentabilidade”, foi realizada ontem (15) a quinta edição do projeto STF Escuta, desta vez dedicado à escuta da sociedade civil sobre os impactos sociais, ambientais e humanos das mudanças climáticas. O público que circula pelo Tribunal também poderá conferir as exposições imersivas “Amazônia Viva” e “Amazônia Pra Sempre”.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Historiador Elivaldo Ramos é empossado na ACALT e lança livro sobre Tutóia

 



O professor e historiador Elivaldo Ramos foi imortalizado ao tomar posse na Academia de Ciências, Artes e Letras de Tutóia. Mais recente membro da instituição, o acadêmico assumiu a cadeira nº 20, anteriormente ocupada pela professora Bernarda Cantanhêde , que tem como patrono o Monsenhor Hélio Maranhão. A solenidade ocorreu no último dia 30 de maio.
Na ocasião, o autor lançou a obra Compêndio de História e Geografia. O livro detalha múltiplos aspectos da historiografia e da geografia regionais, reunindo imagens, mapas e questões de exames.
De acordo com Elivado Ramos, o objetivo é consolidar o livro como uma referência abrangente de consulta, pesquisa e estudo para alunos, professores e a comunidade em geral.
O evento foi realizado no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos de Tutóia, localizado na Rua Nazaré, nº 353, Centro.

Veja mais registro da evento: 






 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Comissão aprova inclusão do estudo de inteligência artificial na educação básica

 Proposta prevê abordagem transversal do tema no ensino fundamental e médio


Audiência Pública - Plano de Carreira, Cargos e Salários do Hospital das Forças Armadas: panorama atual e perspectivas de recomposição. Dep. Prof. Reginaldo Veras (PV - DF)
Deputado Prof. Reginaldo Veras, relator do projeto de lei


A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que inclui o estudo da inteligência artificial (IA) nos currículos das escolas públicas e particulares. A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

O relator, deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF), apresentou um 
substitutivo ao Projeto de Lei 2129/25, do deputado Nitinho (PSD-SE). O novo texto integra a inteligência artificial à Política Nacional de Educação Digital, em vez de criar uma lei isolada.

Pelo texto aprovado, a IA será um tema transversal e interdisciplinar, ou seja, deve ser tratada dentro das matérias que já existem, como Matemática e Ciências.

Segundo o relator, o ensino não deve se limitar à técnica, mas focar na cidadania. “O mundo digital permeia nossas vidas e traz riscos severos para jovens. É urgente promover a reflexão sobre privacidade, segurança de dados e os impactos éticos desses algoritmos”, afirmou Veras.

O projeto também garante que o poder público promova a formação continuada de professores e gestores escolares. O objetivo é capacitar os profissionais da educação para o uso pedagógico da tecnologia, independentemente da sua área de formação original.

Prazos
Após a aprovação final e a publicação da lei, as instituições de ensino terão o prazo de dois anos para adaptar seus projetos pedagógicos e currículos às novas diretrizes nacionais que serão editadas pelo Ministério da Educação.

Próximos passos
O projeto tramita em 
caráter conclusivo e segue agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta também precisa ser analisada pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Professor Marcos Divino, é o mais novo imortal da Academia de Ciências, Artes e Letras de Tutóia – ACALT

 ACALT REALIZA CERIMÔNIA DE POSSE DE NOVO ACADÊMICO


Em solenidade que aconteceu no auditório Zelinda Neves Miranda, da Secretaria Municipal   de Educação, a Academia de Ciências, Artes e Letras de Tutóia – ACALT realizou, no sábado, dia 11 de abril, a posse do mais novo integrante do sodalício, o professor, poeta e escritor Marcos Antônio Divino da Conceição. A sessão iniciou-se com o Hino de Tutóia que foi acompanhado e cantado por todos os presentes. 

Após cumprir os rituais estabelecidos no Estatuto, o presidente da ACALT, professor Antônio Gallas deu por empossado o novo Acadêmico, que assume a cadeira de nº 12, cujo patrono é Graça Aranha e que teve como primeiro e único ocupante o professor e poeta José Silva de Souza, seu Cazuza. 

Marcos Divino   é formado em Pedagogia e licenciado em Letras. Trabalha como professor da rede pública municipal de educação de Tutóia. É autor do livro “Sambaíba”, lançado em 2024. Ainda em 2024, o poema “O paraíso na visão da Serpente”, de sua autoria — uma homenagem a Tutóia —, foi um dos finalistas do 5º Festival Maranhense de Conto, Crônica e Poesia da Universidade Estadual do Maranhão.

Presentes ao evento, além das autoridades, convidados e familiares do empossado, estiveram os acadêmicos Bernardo Pedro, Heleomar Fonseca, Conceição de Maria (que fez o discurso de recepção ao empossado) Verônica Damasceno (Cerimonialista) Maria do Perpétuo Socorro Damasceno Santos (Secretária em exercício)

Após os discursos, o presidente deu por encerrada a sessão e a Cerimonialista, convidou a todos para o coquetel que foi servido ao som da música “Aquarela de Minha Terra” autoria de Nonato Freitas e cantada na voz de Verônica Damasceno que por sinal conduziu o cerimonial com muita habilidade.

 

A literatura funciona como a "memória viva" e o espelho de uma civilização. Sua importância para a sociedade. Ela nos permite "viver" outras vidas. Ao entrar em contato com realidades, dores e culturas diferentes das nossas, desenvolvemos a empatia, o que é essencial para o convívio social.

A literatura registra os costumes, as angústias e os valores de uma época. Ela ajuda a construir a identidade de um povo, mantendo viva a história que não está apenas nos livros de fatos, mas na alma da sociedade.

A leitura amplia o vocabulário e a capacidade de interpretação. Uma sociedade que lê desenvolve um pensamento mais analítico e questionador, tornando-se menos suscetível a manipulações e mais capaz de expressar suas próprias ideias e nesse contexto, Tutoia está bem servida com uma safra de escritores que contribuem de forma única no que tange todos os benefícios destacados mais a cima. E é neste contexto que a literatura tutoiense cumpre seu papel social diante da sociedade tutoiense.

 

Marcos Divino e seus pais

Marcos Divino, suas irmãs e sobrinha













sexta-feira, 13 de março de 2026

Vereadores, José de Arimatea e Paulo Roberto perdem mandatos e Didi do Arpoador e Natalino Filgueiras assumem as vagas na Câmara Municipal de Tutoia-MA

 





                Didi do Arpoador,                                                                   Natalino Filgueiras











A Justiça Eleitoral já definiu a data de entrega dos diplomas dos vereadores eleitos nesta quinta-feira (12), para a próxima segunda-feira (16), na sede do TRE de Tutoia, às 15h.

PROCEDENTE a presente AÇÃO DE

Mediante INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL, a Justiça Eleitoral reconheceu prática de fraude à cota de gênero pelo Partido AVANTE no município de Tutóia/MA nas eleições de 2024 e Declarou a nulidade do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do Partido Avante determinando a cassação dos diplomas de JOSÉ DE ARIMATEA OLIVEIRA DO ESPÍRITO SANTO e PAULO ROBERTO GALVÃO DE CALDAS.

Diante dos fatos, a Justiça Eleitoral decidiu nesta quinta-feira (12), que os suplentes, Didi do Arpoador e Natalino Filgueiras sejam assumam as vagas deixadas pelos vereadores cassados.

Natalino disputou a eleição de 2024 pelo PRD e obteve 574 votos; Didi do Arpoador concorreu pelo Agir e recebeu 910 votos.


A diplomação dos suplentes será no TRE-TUTOIA, nesta segunda-feira (16), às 15h.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Projeto exige formação de professores focada em transtorno do espectro autista

 

Renata Abreu: inclusão efetiva depende de capacitação


O Projeto de Lei 1430/25 propõe alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para tornar obrigatória a formação permanente de educadores voltada à inclusão escolar, com foco específico em estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

De autoria da deputada Renata Abreu (Pode-SP), o texto estabelece que tanto a formação inicial (licenciatura) quanto a continuada deverão preparar os docentes para a elaboração e aplicação do Planejamento Educacional Individualizado (PEI).

O PEI é uma ferramenta pedagógica essencial para a inclusão. Ele funciona como um "mapa" personalizado que descreve as habilidades, dificuldades e metas de aprendizado de cada aluno com deficiência, adaptando o currículo às suas necessidades reais. Ao tornar o ensino dessa ferramenta obrigatório na formação docente, o projeto busca garantir que a adaptação escolar saia do papel.

O que muda na legislação
As principais mudanças feitas pelo projeto incluem:

  • Formação permanente: a inclusão de um inciso determinando que a formação dos profissionais da educação deve ter ênfase na educação inclusiva e na criação de planejamentos individualizados para autistas, alinhando-se à Lei Berenice Piana.
  • Currículos de licenciatura: a exigência de que os cursos de formação de docentes para a educação básica contemplem, obrigatoriamente, conteúdos e metodologias sobre a compreensão do autismo e a elaboração de PEIs.

Renata Abreu argumenta que, embora a legislação brasileira já garanta o direito à educação para pessoas com TEA, a inclusão efetiva esbarra na falta de preparo técnico dos professores.

"A efetivação dessa inclusão depende diretamente da capacitação dos educadores para compreender as necessidades individuais e desenvolver planejamentos educacionais personalizados", afirma a deputada no documento. Ela destaca ainda que a alteração visa suprir uma lacuna na LDB, que atualmente não detalha a necessidade de treinamento específico para as particularidades do autismo.

Próximos passos
A proposta, que tramita em 
caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Agência Câmara de Notícias



Canceladas oitivas de deputado do Maranhão e de filho de empresário na CPMI do INSS

 

        Reunião da CPMI do INSS

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (
CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou, em suas redes sociais, o cancelamento da reunião agendada para a tarde desta segunda-feira (9). Estavam inicialmente marcados os depoimentos do deputado estadual pelo Maranhão Edson Araújo (PSB) e de Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti.

Conforme Carlos Viana, Paulo Camisotti apresentou atestado médico de última hora, informando a impossibilidade de comparecer à oitiva. "A CPMI não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações", afirmou, acrescentando que serão tomadas previdências legais e regulamentais cabíveis.

Mais cedo, o depoimento de Edson Araújo havia sido adiado em razão de o parlamentar estar recém-operado. Segundo Viana, a Junta Médica do Senado decidiu que Edson Araújo está em condições de prestar depoimento, mas não deve se deslocar até Brasília neste momento, já que passou por uma cirurgia.

Edson Araújo é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. Já Paulo Camisotti é apontado por investigadores como um dos elos finais dos descontos irregulares em aposentadorias do INSS.

Da Agência Senado

Fonte: Agência Câmara de Notícias